Temperança

A temperança, em resumo, é a arte de saber dosar, evitando as faltas e os excessos. Ela não visa superar nossos limites, mas fazer com que os respeitemos. A temperança é ainda uma regulação voluntária da pulsão de vida, uma sábia administração das vontades e necessidades. Sem ela o muito pode se tornar pouco, mas com ela o pouco pode se tornar mais do que suficiente.

Não se trata de não desfrutar, nem de desfrutar o menos possível e sim de desfrutar o melhor. É um desfrutar mais puro ou mais pleno. É um gosto esclarecido, dominado, cultivado.

Prudência

A prudência é certamente uma das virtudes menos lembradas como tal. Em um mundo cuja rapidez e competitividade pedem passos e respostas ousadas, ser prudente parece algo meio antiquado. Mas essa virtude requer maturidade e exercê-la é um ato de sabedoria. Ela é ainda um instrumento basal, já que nenhuma das nossas ações ou decisões deveria prescindir dela. Embora ela deva estar por trás de todas as demais virtudes, ela raramente aparece. Em resumo, a prudência não reina, mas governa.