Autossabotagem.

Por que repetimos os mesmos erros, sabendo que iremos sofrer por isso? O que nos leva a agir assim? Por que a maior parte das resoluções de Ano Novo é deixada de lado ano após ano?

A sabotagem a si mesma é um sério problema não só em nosso universo pessoal mas também, é claro, na vida profissional.

Há uma gama enorme de emoções negativas associadas ao autoboicote. A culpa, por exemplo, vem em primeiro lugar, quase sempre de mão dadas com o medo. Geralmente, a culpa nasce por se romper uma crença de infância.É preciso se deter sobre isso, ver se realmente tem sentido. O medo também pode vir sozinho: grandes expectativas, por exemplo, pode gerar pânico. Se ele não for bem administrado, pode se tornar paralisante.

O mais saudável seria que, ao se conhecerem outros estilos de vida e comportamentos durante a vida, escolhêssemos o que mais tem a ver conosco.

Somos seres repetitivos. Metade da nossa vida, ou mesmo a vida inteira, tentamos confirmar e concretizar as crenças que adquirimos quando crianças, sobretudo no relacionamento com o pai ou a mãe. acabamos adotando as mesmas diversões, frequentamos os mesmos lufares e até cozinhamos da mesma maneira que nossa mãe. Essas pessoas(ou seja, a maioria de nós)são ensinadas desde pequenas que a única maneira de serem amadas e aceitas é serem iguais a seus pais. Por isso, prezam tanto as crenças deles, porque, basicamente, precisam sentir-se consideradas e acolhidas. Ou seja, elas não são aceitadas pelo que realmente são, mas pelo que seus pais querem que elas sejam.

A origem da palavra sabotagem tem a ver com trens e descarrilamentos. segundo uma das versões da etimologia da palavra, os sabotadores franceses do século 19 retiravam os dormentes(em francês, sabots) que uniam os trilhos da via férrea para as locomotivas se desgovernarem e perderem o rumo. É mais ou menos o que acontece com a gente quando retiramos os dormentes dos nossos trilhos sociais, isto é, daquilo que se espera de nós. Podemos fazer algo para ter segurança e sermos aceitos pela família ou pela sociedade mas, no fundo, podemos querer algo algo bem diferente para nós. Como não sabemos ainda como como vamos resolver a questão, um dos nossos recursos inconscientes é começar a nos sabotar, isto é, retirar, na clandestinidade, os dormentes dos trilhos que nos conduzem ao mesmo caminho. Seja porque queremos afirmar nossas crenças e desejos e inconscientemente boicotamos a vida que queremos rejeitar, seja porque começamos a nos sentir felizes e satisfeitos e nossas crenças não permitem.

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